O mundo visto por
olhos de jornalista.
Cada destino é uma pauta. Cada viagem, uma reportagem que ninguém pediu — mas que precisava ser escrita.
Países que me formaram
Não são só destinos — são perspectivas. Cada país mudou um pouco a forma como vejo o Brasil e o Espírito Santo.
O que ficou de cada viagem
Não guias. Não roteiros. Impressões de quem viaja com o bloco de notas mental sempre aberto.
Fui para Buenos Aires sem querer entender o futebol. Voltei com uma teoria sobre como dois países vizinhos constroem identidades nacionais em oposição um ao outro.
A neblina apagou a vista que eu fui buscar. E me deu outra, que não estava no roteiro.
O deserto mais árido do mundo não é vazio. É cheio de uma presença que a cidade nunca deixa você ouvir.
A cidade que foi símbolo do tráfico virou referência em urbanismo. Fui entender como.
Cada mercado é um documento. Cada prato, uma fonte primária. O jornalista e o historiador em mim nunca estiveram tão juntos quanto numa cozinha mexicana.
O que cada lugar disse
Buenos Aires é a cidade que mais me fez pensar no Brasil. Porque não tem como entender um sem o outro.
No Peru entendi que história não é o que está nos livros. É o que está no chão, nas pedras, no jeito como as pessoas se movem.
O México me devolveu a crença de que gastronomia é uma forma de preservar memória. Cada prato conta séculos.
Próxima viagem — próxima crônica.
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